Transformers – Autobots: Roll out!!!

22 de julho de 2007

Quem diria, um filme pra galera da Pipoca me fez voltar aqui. Róliudi dessa vez me colocou na roda direitinho, o Marketing em volta do lançamento do filme me deixou completamente louco pra ver Transformers, não que isso seja mérito de alguma tática especial adotada, porque tenho uma grande pré-disposição pra ver robôs gigantes saindo na porrada. A tática usada que funcionou comigo foi a de sempre, teasers, trailers, cartazes e tal.

A idéia geral do filme me atraia, mas quando as informações básicas começaram a aparecer uma pulga começou a coçar atrás da minha orelha, Michael “Armageddon” Bay na direção? Temi pelo futuro do filme, mas não é que o cara deu um jeito? Afinal temos que admitir, o cara sabe explodir coisas e fazer carros voarem, isso com a grana do Spielberg foi muito bem usado.

Foi a primeira vez que fui ver um lançamento desses no fim de semana de estréia, isso é algo que merece atenção, porque fico puto com filmes grandes assim vistos nas gigantescas salas dos cinemas comercias, porque a galera que vai ver faz parte do “povão” (termo não referente à Classe Social), prefiro ter um filho viado do que um filho lanterninha. Cinema lotado, confusão, barulho, celular tocando, moleques pedindo pro desgraçado do pai comprar chocolate, risadas fora da hora, gente que não entende cenas ou falas e pede explicação pra quem ta do lado, não costumo tolerar isso, sou chato mesmo, mas odeio de coração quem faz “psiu/schhii” na sala, coisa de velho surdo.

Mas dessa vez não fiquei puto, sabia o que esperar do filme, minhas expectativas se resumiam a um filme com muita ação (porra, robôs que se transformam e saem no soco no meio da cidade!), algumas referências nerds, piadas fáceis e divertidas, e propagandas claras e bem boladas. Enfim, um Filme Pipoca, que se fodam o roteiro e as incongruências (caralho consegui encaixar essa palavra num texto) da história, e a interpretação dos atores. Queria ver tudo explodindo. Só. Por isso posso dizer que mudei de lado, fui lá pra sentar minha bunda na poltrona e me divertir, chamei meus dois irmãos menores e fui a um cinema dos grandes.

O filme não me decepcionou, sabia o que viria, fiquei na sede pra ver o filme depois de tudo que me empurram goela abaixo (trailers!) e principalmente depois de ler algumas críticas e resenhas de pessoas cuja opinião merece meu respeito. Na verdade a história até que ficou bem redonda, NADA no filme me deixou irritado, nenhuma cena mesmo, isso é raro (em Spider Man 3 foi quase o filme todo), os atores se saíram bem, Megan Fox tem um grande “potencial” he he, o carinha lá também.

Megan Fox, uma atriz muito BOUA

Agora os astros principais: a porra dos robôs, clique nas imagens pra ver em tamanho maior. De um lado os Autobots, a galera do bem:

Lider ÓtimoSão liderados por Optimus Prime, típico líder perfeito, com senso de justiça reto e capaz de tomar decisões certas, que assume a forma de um caminhão “tunado”;

 

 

BumblebeeTemos Bumblebee, o protetor do “carinha lá”, que assume a forma de um Chevrolet Camaro Clássico, pra depois dar uma turbinada e mudar para o modelo moderno.
Nota: o Bumblebee original era um Fusca, então esse do filme deveria s
Bumblebee-Camaroer um New Beatle, mas a Volkswagen, não queria que sua marca fosse vinculada a guerra ou a violência, grande sacada, afinal niguém sabe que o Fusca foi encomendado por um certo baixinho com bigode engraçado que fez muita merda num passado recente… De um coisa tenho certeza, um Camaro é bem mais legal que um Novo Besouro.

Ironhide, amigão do L�der Ótimo, faziam troca-troca na pré-adolescênciaTambém temos Ironhide, o soldado cowboy da panelinha, amigo de infância do Líder Optimus, costumavam nadar pelados juntos num lago de graxa no seu extinto planeta natal Cybertron, ele se transforma em uma robusta pickup customizada GMC Topkick;

 

Ratchet, médico do grupoLogo depois vem Ratchet, o médico/mecânico do grupo, na forma “disfarçada” é um Hummer H2 modificado com o tema de carro de resgate;

O garoto Punk do grupo, JazzE pra completar o time temos Jazz, o meninão da parada, defende o estilo rockandroll de aparecer, curte um showzinho bem feito, um Robert mesmo, pra deixar bem claro isso escolhe a forma de um Pontiac Solstice GPX cabuloso.

 

Agora os meus preferidos, é claro, os Decepticons, a galera que toca o terror:

Barricade, the bad copBarricade é nada menos que um Mustang Sallen S821 estilizado como carro debarricade-mustang-car-police-_transformers-movie.jpg polícia, o único Decep (dei esse nome carinhoso pra essa turminha da pesada) com forma não-militar, ao lado do carro temos a singela sentença: “To punish and enslave“, algo como “Para punir e escravizar”, perfeito;

BonecrusherBonecrusher toma a forma de um veículo de guerra anti-minas de codenome Buffalo, essa porra tem rodas nos pés e sai patinado e destruindo por ai, bem estiloso;

BlackoutJá o grandalhão Blackout é um helicóptero MH-53 Pave Low, o primeiro a aparecer na forma de robô, quando destrói uma base Norte Americana no Quatar;

 

Megatron, mau feito o pica-pauMegatron é o fodão da brincadeira, mau feito o pica-pau, o Tinhoso em ligamento e aço(?), destruir por destruir, parece divertido pra mim, portanto justo, não? Ele é o que tem a forma mais alien de todos, toma a forma de um Jato Cybertroniano (o planeta lá saca? Cybertron, um jato alien porra!), protagoniza minha cena preferida (SPOILER!!!): quando está lutando com o Autobot Jazz, o meninão no melhor estilo “rockandroll” vai tirando com a cara do Tron: “Você quer um pedaço meu Tron? Quer? Vem pegar!”, o lider Decep, bem maior responde: “Não, quero dois!” e parte o punk no meio ha ha.
Nota: no idioma original Tron é dublado por Hugo Weaving, o fabuloso Agente Smith, e o também “punk” V, de V For Vendetta, a voz foi um pouco modificada digitalmente.

Strarscream, uma grandiss�ssimo filho da puta, da horaE por último o meu preferido, o mais filho da puta da franquia Transformers: Starscream (porque os nomes deles são BEM mais legais?), que no filme toma a forma de um caça F-22 Raptor, o cara quer derrubar o líder Decep (isso não dá pra perceber no filme, mas vale como referência), é o rebelde do grupo, há uma “lenda” que diz que quando Megatron está no solo lutando contra Optimus, Starscream lhe acerta um míssil enquanto persegue e destrói caças da Força Aérea, eu acredito, acho que foi ele mesmo, mas vai saber, cada um vê o que quer.
Nota: Starscream é o nome artístico (termo tosco) que o DJ Sid Wilson (Nº 0) do Slipknot usa em sua carreira solo.

Apresentados nosso amigos só me resta dizer que o filme é pancada direto, intercalado por momentos de comédia bem engraçados, afinal podemos considerar um filme infantil também, censura de 10 anos. Só que esse é legal, não cheira tão mau quanto a merda que é o Quarteto Fantástico e O Surfista Prateado, esse quase me irritou tanto quanto o Emo-Aranha, só que o Aranha com franja vi no cinema, uma grana foi pro saco, o Quarteto foi fruto de um download devidamente ilegal, nenhum marketing me faria ir ao cinema pra ver isso, no máximo foram alguns minutos perdidos.

Bem, acho que é isso, não vou fazer um resumo da história, porque nem foi o que me motivou a ir ver o filme, apesar de ser bem (na medida do possível, afinal, são robôs porra!) estruturada, se quiser saber vá ao cinema, ou então fuce bem na tonelada de links de referência que coloquei no post.

Ah, já ia esquecendo: (SPOILER!!!!!!) Starscream não é destruído como os outros Decepts, espere os créditos passarem um pouco, você o verá voando para fora da atmosfera. Alguma dúvida que o 2 está a caminho? Só sei que estarei lá, sabe como é né? Alguém precisa sustentar esses estúdios gigantescos. Mas mesmo assim temo pelo próximo filme, vai saber quem estará no projeto? O importante é ter pancada (afinal são robôs porra!) pra todo lado, de novo.

Donnie Darko (Com trailer e trilha sonora)

14 de maio de 2007

– Vou votar no Dukakis.

– Puxa, talvez quando tiver um filho que precise de aparelho e não puder arcar, porque metade do pagamento do seu marido vai para o governo, você se arrependa disso.

O que acontece quando um filme é “vendido” de forma errada? Bem, provavelmente ele cai no esquecimento, ou então seu verdadeiro valor é descoberto por poucos. Faço essa pergunta por causa do último filme que vi, Donnie Darko, tema deste post.

Capa do filme Donnie Darko

O que pensar de um filme com essa capa na prateleira de filmes de Terror/Suspense da locadora? No mínimo mais um filme tosco de terror não? Já tinha topado com ele algumas vezes, nunca me chamando a atenção. Esses dias escutando um de meus Podcasts preferidos ouvi uma referência a esse filme, quando tratavam justamente desse assunto de filmes vendidos de forma “errada”. Como o cara que indicava é um dos poucos críticos de cinema que respeito, resolvi procurar o filme, e como esperava gostei muito.

A histótia mostra o jovem Donnie (Jake Gyllenhaal), que a princípio enfrenta problemas de sonambulismo e traços de esquizofrenia. É “atormentado” por Frank, um coelho gigante que a noite vem conversar com ele e lhe diz coisas estranhas. Tudo piora quando uma turbina de avião vinda do NADA cai no quarto de Donnie, teria causado sua morte se ele não estivesse fora em mais um de seus ataques de sonambulismo influenciados por Frank. A partir daí suas visões começam a ficar cada vez mais claras, Frank lhe diz que falta um certo tempo para o fim do mundo e que cabe a Donnie tomar providencias para mudar isso e salvar as pessoas que ama. Aos poucos ele vai encaixando as peças, o sentido de todos os acontecimentos vai tomando forma, fatos e personagens-chave vão aparecendo.

Não vou nem tentar explicar o que acontece, no filme temos teorias que envolvem viagem no espaço-tempo, mudança direta no Destino das pessoas e discussões sobre a busca do sentido da vida. É algo complexo, existem várias teorias que tentam explicar o filme, não defendo nenhuma delas e nem formulo uma própria. A única coisa que indico é que vocês assistam ao filme, é muito bom. Não digo que esse post seja um bom motivo para vê-lo, para isso temos o trailer e a trilha sonora, mas espero que sirva para aguçar sua curiosidade, e, quem sabe, quando estiver na sessão de Terror e por acaso vir esse filme com essa capa estranha…

Tudo é bem mais profundo do que tentei explicar, vejam o filme, só isso. Outra coisa que me agrada bastante é a trilha sonora, temos nela The Cure e outras bandas de rock “alternativo” ou de grande sucesso nos anos 80, como Echo And The Bunnymen (aguma relação com Frank o Homem-Coellho?) e ainda INXS. Deixo com vocês a música Mad Wolrd, tema da seqüência final do filme, interpretada por Gary Jules, realmente emocionante.

Para quem quiser ler algumas coisas antes de ver o filme e estragar a surpresa temos os seguintes links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Donnie_Darko (Não estraga nada, sinopse do filme apenas )

http://img82.imageshack.us/img82/9015/donnie2ny0.jpg (Esse estraga ha ha, teoria complexa que tenta explicar os acontecimentos do filme)

http://www.imdb.com/title/tt0246578/ (E nosso grande IMDb, com todos os dados sobre o filme, como diretor, elenco e blá blá blá.)

Mad World (Gary Jules):

 

– Você o conhecia?

 

– Não.

Factotum (com Trailer)

28 de abril de 2007

– Hey, Chinaski. Venha aqui! Tem carteira de motorista?

– Sim.

 

É assim que começa a adaptação para o cinema do livro Factotum de Charles Bukowski. Filme de 2005, com Matt Dillon fazendo o papel de Henry Chinaski, o meu último personagem preferido de todos os tempos. Explico-me, sabe quando você tem a impressão de que vai gostar muito de um livro ou de um autor, mas sempre espera mais um tempo? Não sabe o que vem, mas sente que vai gostar. Foi assim com Bukowski, por ouvir falar, por ler, por ouvir opiniões, soube que ia gostar muito. Então, finalmente, resolvi me envolver, comprei o livro Misto Quente, onde o mesmo Chinaski do filme narra sua infância e adolescência, nas primeiras páginas minha expectativa se realizou, gostei muito, e logo direi por que, nem terminei o livro ainda, mas isso vai pra outro blogue, o sobre literatura, aqui a gente fica com o filme…

 

Apesar de o filme ser baseado na obra Factotum, temos também cenas inspiradas em excertos de outras obras. A história basicamente mostra o típico perdedor americano (perdedor entre aspas, porque é um pouco relativo isso, onde está a vitória em ser um bom pai, ter um emprego regular, pagar todos os impostos em dia e deixar a vida correr sem saber que ela não tem sentido nenhum?), Henry Chinaski é um alcoólatra que vive pulando de subemprego para subemprego, sendo sempre demitido nos primeiros dias, ou por largar o trabalho para beber, ou porque simplesmente desiste e vai embora. À noite, entre um gole e outro escreve contos, que manda toda semana para a editora, sem nunca receber resposta. Envolve-se com mulheres tão decadentes quando ele, que vai conhecendo pelos bares da vida. No filme todo temos a atmosfera pesada da solidão, o descaso, a falta de sentido das coisas é mostrada a cada gota de álcool ingerida (e depois, devidamente vomitada) dos personagens, o Anti-Sonho Americano se mostra pesado e envolvente.

 

Nosso anti-herói também tem uma rotina, assim como os “vencedores”, mas sua rotina é diferente, não há mérito em acordar, vomitar a bebida barata da noite anterior ingerida em excesso, beber pra tirar a dor de cabeça, sair para procurar um emprego cretino, começar a trabalhar no mesmo dia e de repente perceber que aquilo não tem sentido algum, então largar tudo e ir para o bar mais próximo e beber, para no dia seguinte fazer a mesma coisa. Este é Chinaski, escritor, alcoólatra, viciado em apostas de corridas de cavalos e acima de tudo consciente de sua existência.

 

O filme não tem um fim certo, nada muda, o personagem não evolui, porque não há evolução possível, e é exatamente isso que me atrai, me identifico com esse tipo de personagem, são sinceros consigo mesmos, tem consciência de sua condição e não fazem NADA pra mudar isso, porque percebem que não há motivo para mudar, preferem viver à margem da sociedade a tentar se encaixar, não porque é mais fácil, e sim porque é menos doloroso.

 

A cena final é fantástica, Chinaski entra num bordel em plena tarde, e sozinho no bar vê a apresentação de uma dançarina , enquanto é levado por suas reflexões e o copo de whisky. A “reflexão” é o seguinte poema:

Se vai tentar, siga em frente.

Se não, nem comece.

Isso pode significar perder namoradas, esposas, família, trabalho.

E talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por três dias.

Pode significar congelar em um parque.

Pode significar cadeia.

Pode significar caçoadas e desolação.

A desolação é o presente. O resto é uma prova de vossa paciência.

Do quanto realmente quis fazer. E farei, apesar do menosprezo.

E será melhor do que qualquer coisa que possa imaginar.

Se for tentar, vá em frente.

Não há outro sentimento como esse. Ficará sozinho com os deuses.

E as noites serão quentes.

Levará a vida com um sorriso perfeito.

É a única luta que vale a pena.

 

E por último ficamos com o epitáfio do túmulo de Bukowski:

 

Nem tente!

 

Efitáfio de Bukowski